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As Vantagens de Investir no Bambu
25 de setembro de 2020Muito se discute os ganhos da arquitetura no espaço construído, mas já parou para pensar sobre seus benefícios na mente humana?
Durante nossas vidas passamos muito tempo em ambientes fechados, tal aspecto influencia diretamente no emocional dos seres humanos impactando significativamente no nosso comportamento. Felizmente o estudo da psicologia ambiental originalmente intitulado como “psicologia da arquitetura” proveniente do final da década de 50, vem desenvolvendo pesquisas para correlacionar o comportamento humano e suas interações no espaço, cujo objetivo é atender a necessidade dos arquitetos em compreender as carências dos usuários que ocupam ambientes construídos (LANGDON, 1996).
A complexidade da arquitetura em estabelecer harmonia e conforto no dia a dia do usuário leva em consideração muitos fatores que coincidem com o caráter multidisciplinar da psicologia ambiental tendo como exemplo a luz e a ventilação, também há contribuições em diversas áreas como a psicologia, a geografia humana, a sociologia urbana, a antropologia e outras áreas de planejamento. Conforme o professor da NewSchool of Architecture and Design de San Diego, especialista na área da psicologia ambiental, a psicologia do espaço é a disciplina que proporciona “o estudo do comportamento humano em suas inter-relações com os ambientes naturais e construídos”. O local ao qual habitamos está sendo absorvido pelo nosso subconsciente constantemente, motivando diferentes sensações e emoções, logo, o design exerce uma profunda relação com a psique humana, é por isso que nós arquitetos devemos nos responsabilizar em buscar e levar soluções que promovam o bom relacionamento dos usuários com o espaço, não apenas físico, mas também mental.

„O espaço influência constantemente na mente humana, ao passo que estamos a todo momento trocando experiências multissetoriais com ele. Creio que o papel do arquiteto é intensificar a conexão com o meio natural além de guardar a essência e personalidade de cada cliente para que ele se sinta calmo, relaxado e pertencente a um local valioso, ele mesmo.”
Arquiteta Thalia Sousa
Historicamente falando, a arquitetura deixou de ser apenas um artigo de luxo e passou a ser sinônimo de funcionalidade, porém, desde a revolução industrial o espaço que comporta pessoas vêm sendo tratadas como uma linha de produção o que dificulta conferir a devida atenção aos variados desejos e anseios. É notório que a partir desse período histórico a verticalização e o aumento exponencial das pessoas nas cidades que necessitavam de recursos para sobreviver tornaram as residências em unidades cada vez mais compactas para atender a uma lógica produtivista, mas com as visões artísticas e principalmente o advento da psicologia ambiental passamos a ter mais consciência das implicações psicológicas provocadas pelo espaço no comportamento humano.

A arquitetura trabalha com o âmbito físico espacial da vida humana, portanto, há fatores que precisamos ter consciência para alcançar noções de equilíbrio, proporção, simetria, ritmo e principalmente sensações de tranquilidade e harmonia. Muitas dessas características envolvem a segurança dos usuários, a sociabilidade, a facilidade de orientação e outros estímulos sensoriais como as condições de iluminação, ventilação, cores e texturas. Cabe salientar que determinadas características podem provocar ansiedade, equilíbrio e serenidade, não há fórmulas específicas de como fazer isso, já que cada ambiente possui suas próprias características e cada pessoa possui necessidades distintas, acontece que nem sempre somos responsáveis por nossas reações e acabamos agindo sem saber realmente o porquê, como diz o professor de psicologia ambiental do Massasoit Community College de Middleborough, Massachusetts “ muitas dessas características ambientais não podem ser vistas ou aprendidas por nossos sentidos, mas ainda assim, são capazes de influenciar diretamente o nosso comportamento e humor”.
Como a psicologia ambiental depende muito dos fatores psicológicos de cada indivíduo, nós da Fysis, acreditamos que unindo a psicologia com a arquitetura espacial, podemos alcançar melhores resultados quanto ao bem estar emocional de cada indivíduo, para tanto, é necessário captar a as necessidades emocionais do usuário.Referência
LANGDON, F. J. Modern offices: a user survey, London: HMSO, 1966.
HARROUK, Christele. "Psicologia do espaço: as implicações da arquitetura no comportamento humano" [Psychology of Space: How Interiors Impact our Behavior? ] 06 Abr 2020. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado 15 Set 2020.MELO, Rosane Gabriele C. Psicologia ambiental: uma nova abordagem da psicologia. Psicol. USP v.2 n.1-2 São Paulo 1991.




